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À beira do colapso, carregamento com 150 caixões chega de barco em Manaus; urnas só atendem demanda de um dia

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Um carregamento de 150 caixões chegou em Manaus, na madrugada desta sexta-feira (1º), por meio de barco. As unidades só devem atender a demanda de um dia, já que, conforme a Prefeitura de Manaus, a média de sepultamentos aumentou para 120 por dia. Manaus chegou a registrar um recorde no número de enterros desde o início da pandemia do novo coronavírus, com 140 sepultamentos no dia 26 deste mês.
 
À beira do colapso, funerárias da capital aumentaram o volume de importações de urnas e anunciaram que 980 devem chegar à capital nos próximos dias. Nesta semana, a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (ABREDIF) informou que o Governo Federal negou apoio logístico para trazer os caixões de avião.
 
Por conta disso, o carregamento desta sexta-feira chegou de barco. As urnas foram enviadas da Bahia e o primeiro trecho foi por estrada até o Pará. Depois, seguiu de barco de Santarém, no Pará, até Manaus.
 
Os donos das seis funerárias que compraram o carregamento informaram que pagaram R$ 70 pelo transporte de cada unidade para não ficarem desabastecidos. A Prefeitura informou que o número de sepultamentos em Manaus pode chegar a 4,2 mil neste mês de maio.
 
O presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Amazonas (Sefeam), Manoel Viana, conta que as empresas esperam outro carregamento de mais 300 caixões para o domingo. Terça-feira (5), mais 400 urnas devem chegar por meio de barco.
 
Em apenas um dia, foram realizados 140 sepultamentos nos cemitérios de Manaus, número recorde desde o início da pandemia do novo coronavírus. O Amazonas registra mais de 5,7 mil casos confirmados de Covid-19, conforme boletim desta sexta-feira (1º), divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Em Manaus, já foram registrados mais de 3,4 mil casos da doença.
 
Os números oficiais podem ser muito menores do que a realidade. Isso porque a quantidade de mortes por síndromes respiratórias e causas indeterminadas registradas durante a pandemia, no Amazonas, aponta que o número de pessoas que morreu por Covid-19 pode ser sete vezes maior do que o divulgado. Em uma semana, mais de 200 pessoas foram sepultadas por óbito sem causa determinada
O principal cemitério público de Manaus, Cemitério Nossa Senhora de Aparecida, na Zona Oeste, passou a realizar enterros noturnos para atender alta demanda. Os caixões, agora, são enterrados em valas comuns, chamadas pela Prefeitura de trincheiras. A medida de enterrar caixões empilhados no local chegou a ser implementada com 18 corpos, mas foi cancelada após a revolta de familiares.
 
O cemitério contou com a instalação de contêineres frigoríficos para comportar os caixões que aguardavam sepultamento. Para suprir a demanda, a Prefeitura de Manaus também passou a disponibilizar o serviço de cremação. A projeção do órgão é que Manaus tenha mais de 4 mil sepultamentos neste mês de maio.

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