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Curiosidade

Dez curiosidades sobre Manaus que você talvez não sabia

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1°  Primeira Universidade do Brasil foi fundada em Manaus  
A primeira universidade do Brasil chamava-se Escola Universitária Livre de Manáos. A Escola Universitária começou com dez cursos agrupados em cinco faculdades: ciências jurídicas e sociais, medicina, ciências e letras, engenharia e militar. Ao longo dos anos, com o declínio da indústria da borracha e o consequente esvaziamento da economia da região, a Universidade, que era apoiada pelo governo estadual, por industriais e fazendeiros, deixou de receber recursos importantes. Foi desmembrada e fechada, na década de 20, para reabrir somente em 1962.
 
Mas, mesmo com a extinção da Escola Universitária, a Faculdade de Direito nunca deixou de funcionar e foi reincorporada à instituição, tornando-se o embrião da atual Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A UFAM conta hoje com 96 cursos de graduação, 31 de mestrado e oito de doutorado. São 25 mil alunos e 1,5 mil professores. Há cinco campi espalhados em cidades do interior do estado, com seis cursos de graduação cada um. O campus de Manaus está situado numa área de 6,7 milhões de metros quadrados (enorme, né?).
 
2° Manaus tem uma grande influencia dos ingleses
Manaus
Manaus e Inglaterra tem suas histórias interligadas pelo ciclo da borracha, que trouxe grande prosperidade e desenvolvimento para a cidade. Dentre as heranças deixadas em Manaus pelos ingleses, as que mais de destacam são: o Mercado Municipal, o Prédio da Alfândega, o Porto da cidade, também chamado de “Rodway”, o Bondinho – hoje desativado – e a implementação da luz elétrica. Oficialmente, Manaus foi a terceira cidade do Brasil a inaugurar serviços de bondes elétricos.
 
O primeiro campeonato Amazonese de futebol foi realizado pelos ingleses em 1914. O time ganhador foi o Manaós Athletic Club formado apenas por ingleses. O jogo da Inglaterra em Manaus aconteceu exatamente 1 século depois da final deste campeonato.
 
3° Manaus tem o maior porto flutuante do mundo
Manaus
Uma das heranças dos ingleses. O porto de Manaus pode operar tranqüilamente com 04 navios simultaneamente em qualquer período do ano e mais 3 navios durante a cheia do Rio Negro. A necessidade de um porto flutuante acontece porque durante o ano, o Rio Negro passa pelo período da cheia e pelo período da vazante. Com o degelo nos Andes e a estação das chuvas na região Amazônica, o nível do rio sobe vários metros, alcançando sua máxima entre os meses de junho e julho. O pico coincide com o “verão amazônico”. O nível do rio abaixa até meados de novembro, quando novamente inicia o ciclo da cheia.
 
Em Manaus, a máxima do Rio Negro vem sendo registrado há mais de cem anos, e existe um quadro no Porto com todos os registros históricos, inclusive o da maior cheia de todos os tempos, ocorrida em 2012, alcançando, até 21 de maio (antes do início da vazante), a cota de 29,87 metros acima do nível do mar.
 
4° Manaus tem uma calçada com ondas como a de Copacabana, mas mais antiga
Centro de Manaus

O nome da praça é Largo São Sebastião, o piso de pedras portuguesas formado de ondas pretas e brancas, construído na época áurea da borracha e finalizada em 1901. Nas redondezas do largo encontram-se importantes monumentos históricos. O Monumento de Abertura dos Portos fica bem no meio da praça e representa a decisão que contribuiu com o comércio da borracha. Ao lado direito, encontra-se a Igreja de São Sebastião, uma das mais lindas da cidade (vale a pena visitar por dentro). E dominando a paisagem, o Teatro Amazonas o principal cartão postal de Manaus até hoje.

 
No largo, você pode experimentar um dos melhores tacacás da cidade, tomar uma cerveja no famoso Bar do Armando, ou um sorvete na Glacial para aliviar um pouco o calor e curtir apresentações artísticas ao ar livre. Esta região é uma das mais importantes no cenário cultural da cidade.
 
5° Manaus abriga quase toda a população amazonense
Manaus
O estado do Amazonas é o maior do Brasil e também é maior que as áreas da França, Espanha, Suécia e Grécia somadas. Apesar de ser enorme, o Amazonas é pouquíssimo desenvolvido, o estado possui um dos mais baixos índices de densidade demográfica no país. Manaus tem mais de 2 milhões de habitantes enquanto a segunda cidade com mais habitantes do Amazonas, Parintins, tem mais de 90 mil habitantes.
 
6° No verão chove quase todos os dias
Amazonas
Diferente da música de Elis, as águas de março não fecham o verão por aqui. Abril chuvas mil, já dizia o caboclo. Manaus recebe mais de 2.200mm de chuva por ano. A precipitação é mais elevada entre dezembro e maio, enquanto diminui significativamente entre Junho e Novembro. O mês de setembro é o mais quente do ano socorro. É muito comum ouvir as pessoas dizendo por ai que em Manaus fazem seis meses de chuva e seis meses de sol. A verdade é que faz calor o ano inteiro.
 
7° Manaus é a terceira capital menos arborizada do Brasil 
Apesar de estar no coração da floresta amazônica, Segundo o censo IBGE 2010, a cidade tem 25,1% de cobertura vegetal nas áreas urbanas. Quando se fala em Manaus, as pessoas imaginam uma cidade cheia de árvores, mas o que ocorre é exatamente o contrário. O estudo do IBGE surpreendeu ao divulgar os dados que demonstram que a cada quatro casas, apenas uma possui árvore no entorno. Eu sonho com uma Manaus mais arborizada.
 
8° Dá pra ir para Margarita de carro a partir de Manaus
Margarita, na Venezuela, tem sido o destino de férias de muitos amazonenses. É possível chegar na ilha de avião, mas muitos não se importam em encarar os 1.943km de estrada para desfrutar as delícias do caribe venezuelano.
 
Tenha em conta, ao escolher a ilha de Margarita como destino de férias, que a Venezuela, em meio a uma crise econômica que se arrasta há anos, tem sofrido com a falta de abastecimento de alguns produtos. É bom levar itens de higiene pessoal e, para quem viaja com crianças, derivados de leite e fraldas descartáveis.
 
Nos últimos anos também foram divulgados relatos de abusos de policiais venezuelanos e de roubos na estrada, portanto, todo cuidado é pouco. Para não dar margem à extorsão, leve toda a documentação necessária, faça um check-up completo no veículo e, de preferência, viaje em comboio de carros, sempre de dia.
 
9° O Bairro Cidade de Deus, em Manaus, foi considerado a 10ª maior favela do Brasil
O bairro Cidade de Deus, na Zona Leste de Manaus, é a décima maior favela do Brasil, com 10.559 domicílios ocupados, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre aglomerados subnormais, divulgado em 31/05/2012.
 
No ranking de favelas mais populosas do país, Cidade de Deus ficava atrás de Heliópolis (12.105), em São Paulo, e de Pirambu (11.630), no Ceará. O comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, aparece em primeiro lugar, com 23.352 domicílios.
 
Ainda segundo informações do IBGE, Manaus possui 50 favelas, que abrigam 72.762 domicílios, quase 16% dos domicílios registrados, o que torna a capital do Amazonas a oitava do país em maior número de domicílios afavelados.
 
10° Pacu, curimatã, tucunaré, pirarucu e Jaraquí. Manauaras adoram um peixe
O Amazonense em geral ama peixe, e só os peixes daqui tá? Por serem de água doce, nossos peixes tem um sabor muito diferente e maravilhoso. Normalmente amazonense não curte peixe de água salgada. Os peixes mais queridos são o tambaqui e o pirarucu, também os mais caros. Eu adoro todos, mas especialmente a matrinxã (tão renegada) e o Jaraqui (conhecido por ser peixe de pobre). Tem inclusive um ditado popular bem legal envolvendo esse peixe que diz “Quem come Jaraqui não sai mais daqui“. Uma mostra de como a culinária local é deliciosa.
 
Crédito: o vocabulário Amazonês
 
Como em qualquer outra região, em Manaus também temos um jeitinho todo especial de falar, mais conhecido como Amazonês.
 
Manauara não fica com fome, fica brocado
Manauara não se cobre com lençol, se embrulha
Manauara não acha algo grande, acha maceta
Manauara não sente frio, bate os beiço
Manauara não acha algo legal, acha chibata
Manauara não encosta nas coisas dos outros, a gente nem trisca
Manauara não torce o pé, dismente
Manauara não pendura a roupa no cabide, pendura na cruzeta
Manauara não brinca de pique-esconde, brinca de manja
Manauara não se prepara pra chuva, se prepara pro toró
Manauara não fala muito, fala que só

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