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Denúncia

Transportes clandestinos em Manaus ameaçam a segurança de usuários

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O transporte clandestino em Manaus como ônibus, kombis e lotações, perigo frequente à população que desconhece os riscos de uma viagem sem itens de segurança, é um problema antigo, agravado pela ameaça à saúde pública, na pandemia.

A falta de fiscalização dos órgãos competentes e a grande demanda populacional fez com que esses veículos se tornassem mais frequentes durante a pandemia. Porém um agravante à situação é justamente a falta de higienização dos veículos, assim como o desleixo da população com as medidas de prevenção à contaminação do novo coronavírus.

Os veículos chamados clandestinos são aqueles que não têm autorização prévia dos órgãos responsáveis para atuarem como transportes coletivos. Eles podem ser localizados em diversas áreas da cidade, mas principalmente nas periferias. 

Um flagra foi registrado na última quarta-feira (17), na avenida Autaz Mirim, a superlotação dos veículos, com passageiros e até crianças no porta mala, duplicando o perigo e mostrando que a segurança não é prioridade.

A usuária do ônibus público e também das lotações, Odirene Railane, 33, conta que a conscientização sobre os métodos de prevenção deve partir do próprio cidadão. Para ela, mesmo que a mídia divulgue informações sobre a importância do uso de máscaras, álcool em gel e do perigo da aglomeração, é dever da população também contribuir para a prevenção da contaminação do vírus.

“Ninguém quer saber, as pessoas aproveitam para entrar sem máscara e não têm essa preocupação. As vezes preciso pegar as lotações, mas não gosto justamente pela falta de segurança. O ser humano deve ter a conscientização de se preocupar em se cuidar. Não adianta nada as pessoas falarem que deve ter fiscalização se elas mesmas não têm a consciência de se prevenir”, conta Odirene.

Nos ônibus coletivos regularizados pela Prefeitura de Manaus, a obrigatoriedade da máscara é um dos métodos para tentar controlar a transmissão, mas a aglomeração também é visível. Nos horários de pico é comum observar a circulação dos ônibus superlotados e, com isso, muitos passageiros preferem retirar as máscaras.

Casos de constrangimento e até agressão a passageiros ou motoristas são comuns. No mais recente, em Belo Horizonte, capital mineira, um condutor levou socos de um dos passageiros depois que exigiu o uso de máscara dentro do veículo e o outro recusou-se a usar. As ameaças têm sido frequentes em todo o mundo e alguns casos já resultaram até em morte.

Além da fiscalização, o IMMU recebe denúncias de transporte clandestino de passageiros pelo telefone 98802-3504. 

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