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Comércio

Hotel tropical abandonado e deteriorado deve ir a leilão pela terceira vez

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A saga do Tropical Hotel Manaus em busca de um comprador continua. Mesmo depois da realização de dois leilões no Rio de Janeiro, o imponente resort na Ponta Negra continua sem dono e vendo sua estrutura ser degradada pelo tempo. E deve ir novamente a leilão.

No primeiro leilão, a empresa arrematante não havia apresentado a documentação completa e, por isso, o resultado foi adiado. Mas no segundo, em março, teve como vencedor um empresário de São Paulo, disposto e pagar R$ 260 milhões pelo arremate do imóvel.

Mas ficou somente na disposição. Findo o prazo regulamentar de 20 dias, o empresário não havia pago o valor acertado. Mesmo assim, o leiloeiro carioca deu um prazo de 20 dias para o pagamento.

Terceira colocada

A grana, porém, não caiu. E o imóvel foi oferecido à empresa Garatepaua, do Pará, que havia ficado em segundo lugar no leilão original, com o lance de R$ 255 milhões. Porém, mais uma vez, não deu em nada. Essa empresa acabou desistindo por falta de recursos financeiros.

Chegou, então, a vez da terceira colocada e, diziam na época, a melhor chance do empreendimento. Comandada por um grupo de empresários amazonenses, a Nyata Participações e Serviços havia oferecido R$ 135 milhões.

Era a metade do preço inicial, mas dinheiro suficiente para pagar dívidas trabalhistas, fornecedores e tributos. E ainda sobraria uma grande parte para ser investida na recuperação do imóvel, que já começava a apresentar sérios danos estruturais.

Só que aí veio a pandemia da Covid-19, no fim de março, e a consequente quarentena. Os compradores, alegando dificuldades para levantar os recursos por conta disso, pediram um prazo maior para pagamento.

Este prazo foi concedido e já acabou faz tempo. Mas até hoje o dinheiro não caiu na conta do leiloeiro. Os credores estão sem receber e agora já torcem para que seja realmente realizado outro leilão, talvez em valores mais acessíveis.

O complexo hoteleiro está estava fechado desde maio de 2019. Dois dias antes do Dia das Mães, ele teve sua energia cortada devido a uma dívida de R$ 8 milhões com a Amazonas Energia. Desde então, tenta se manter em pé enquanto sonha com a reabertura dos cassinos no Brasil, atividade para a qual, inclusive, foi construído.

A empresa de advogados que administra e mantém, do jeito que pode, o prédio na praia da Ponta Negra, já olha com simpatia a possibilidade de novo leilão. Ela e todos os amazonenses querem a volta pelo menos da dignidade daquele que já foi um dos maiores pontos de referência do turismo no Estado.

Veja abaixo algumas imagens de como está o hotel hoje.

Texto: Paulo Roberto

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