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Política

Braga e Omar: De investigados no passado, para investigadores no presente

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Política – O atual senador Eduardo Braga (MDB-AM), integra o G7 – grupo que reúne senadores independentes e de oposição na CPI da Pandemia. A CPI da Pandemia investiga as ações do governo federal no enfrentamento à pandemia. Braga representa o Amazonas no Senado, assim como o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD). Ambos já foram governadores do estado e foram acusados por vários crimes.

Omar Aziz

Omar foi investigado por desvios de recursos para a área da saúde quando ele foi governador do Amazonas. Quem não lembra da operação do Ministério Público Federal, chamada “Maus Caminhos”, deflagrada em 2016?

Omar Aziz foi investigado porque, quando ele era governador, parte desses contratos foi firmada e um relatório parcial da Polícia Federal, o da Operação Vertex, um desdobramento da Maus Caminhos, citou seu nome 256 vezes em 257 páginas. 

Os autos chegaram a ser encaminhados para o Supremo Tribunal Federal em razão do fato de Aziz ser senador, mas o novo entendimento da corte sobre foro privilegiado fez com que, em junho de 2018, retornassem ao Amazonas. A investigação contra o senador atualmente está na Justiça Federal do Amazonas. 
Ainda não há decisão da Justiça no processo.

Eduardo Braga

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) foi acusado de receber R$ 1 milhão em pagamentos indevidos da Odebrecht quando era governador do Amazonas, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o delator Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, o acordo entre a empresa e o governador era relacionado à construção da ponte do Rio Negro.

Quando Braga foi eleito senador, os pedidos de pagamentos passaram a ser feitos por José Lopes, empresário ligado a Omar Aziz (PSD-AM), que assumiu o governo do estado. Os pagamentos teriam como objetivo favorecer o consórcio integrado pelas empresas Camargo Corrêa e Construbase para conquistar o projeto.

Braga, Vanessa e outros quatro foram denunciados em fevereiro de 2019 pela então procuradora-geral da República Raquel Dodge. Ela alegou que eles “agiram em comunhão de esforços” para camuflar a real origem da doação à campanha eleitoral da ex-senadora, que disputava o cargo de prefeita de Manaus.

De acordo com a denúncia, a prática foi adotada pelo Grupo Odebrecht, que usou a empresa Praiamar para doar R$ 1,650 milhão ao diretório municipal do MBD e R$ 700 mil à campanha de Grazziotin. A investigação foi aberta após delação premiada de Fernando Reis.

No documento, Dodge afirmou que, à época da eleição, Braga era presidente municipal do partido e “pessoa com forte proximidade com o Grupo Odebrecht”. Ainda segundo ela, as doações foram fruto de acordo firmado entre Grazziotin, Braga e o Grupo Odebrecht.

Em 2019, a ministra Rosa Weber enviou o inquérito para a Justiça Eleitoral do Amazonas sob alegação de o STF não tinha competência para julgar o caso porque Grazziotin havia perdido o foro por prerrogativa ao não se reeleger e, no caso de Braga, as denúncias não têm relação com a função dele de senador da República.

Como você viu acima, políticos suspeitos de crimes agora investigam? No Brasil como já se sabe, sempre o ‘poste mijou no cachorro’, como diz o ditado.

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