Manaus recebeu o selo do Unfpa por iniciativas na atenção primária à saúde, saúde pré-natal e direitos sexuais e reprodutivos.
Manaus recebeu o selo de reconhecimento do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) por ações e resultados na saúde, com ênfase na saúde pré-natal e nos direitos sexuais e reprodutivos. A entrega do selo “Unfpa 2026” ocorreu nesta segunda-feira, 5/10, durante o “Seminário de Encerramento do Projeto Poderosas da Amazônia”, na escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA), na zona Centro-Sul. A cerimônia teve a participação de representantes da Secretaria Municipal de saúde (Semsa) e da Prefeitura de Manaus.
Reconhecimento e critérios do selo
A certificação do Unfpa reconhece práticas da gestão municipal voltadas à saúde de mulheres, adolescentes e crianças, entre elas saúde materna, planejamento reprodutivo e prevenção da violência baseada em gênero. O selo considera metas do fundo internacional, como zerar mortes maternas evitáveis, zerar demandas não atendidas em planejamento reprodutivo e zerar situações de violência baseada em gênero.
Conforme a Semsa, entre as iniciativas que contribuíram para a certificação estão a consolidação do Plano Municipal de Enfrentamento da Mortalidade Materna, estratégias de planejamento familiar e de comunicação para ampliar acesso a métodos contraceptivos modernos de longa duração, e capacitação de equipes para oferta do DIU e do implante subdérmico de etonogestrel.
Participação da Semsa e articulação com o Unfpa
O secretário municipal de saúde, Nagib Salem, participou da cerimônia e destacou a parceria com o Unfpa para alcançar as metas definidas para a concessão da certificação no âmbito da Atenção Primária à saúde. “Estamos muito felizes em estar representando a Semsa, todos os servidores envolvidos no projeto ‘Poderosas da Amazônia’, ao receber este selo reconhecendo as ações da secretaria para fortalecer a saúde de mulheres, jovens e crianças, e assegurar os direitos sexuais e reprodutivos e o acesso das mulheres aos métodos contraceptivos”, declarou o secretário.
A chefe da Divisão de Atenção à saúde da Mulher da Semsa, Lúcia Freitas, afirmou que a secretaria desenvolveu ações e estratégias em articulação com o Unfpa, com foco na ampliação da saúde reprodutiva e sexual, na redução da mortalidade materna e na prevenção da violência contra a mulher. “Trabalhar esses três eixos destacados pelo Unfpa, de forma conjunta, é importante, porque nos permite olhar para a saúde da mulher de forma integral. Trabalhando o acesso à saúde sexual e reprodutiva, o acesso aos métodos contraceptivos, reduzimos a violência e a mortalidade materna”, assinalou a gestora.
A especialista do Unfpa em violência Baseada no Gênero, Jaqueline Oliveira, informou que o projeto “Poderosas da Amazônia” atuou em duas frentes principais: fortalecimento das capacidades locais do poder público e fortalecimento das organizações da sociedade civil. Ela destacou a integração da Semsa no Comitê Gestor de Implementação, Monitoramento e Avaliação do Selo e ressaltou a parceria para alcançar proteção e saúde de mulheres, meninas e jovens em toda a cidade.
Na mesa de abertura do seminário, além de Nagib Salem e Jaqueline Oliveira, estiveram presentes a subsecretária da Secretaria Municipal da Mulher, assistência social e Cidadania, Graça Prola, e representantes das secretarias de Estado de justiça, direitos humanos e Cidadania (SEJUSC) e de saúde (SES-AM), entre outros.
Projeto Poderosas da Amazônia e resultados
O “Poderosas da Amazônia” foi desenvolvido há dois anos no Amazonas e em Roraima, com financiamento da Embaixada da França no Brasil, e tem foco no fortalecimento de políticas públicas para redução da mortalidade materna, ampliação do acesso ao planejamento familiar, prevenção da violência baseada em gênero e promoção dos direitos de mulheres e meninas na região amazônica.
Como parte do projeto, com apoio do Unfpa, a Semsa promoveu capacitação de equipes envolvidas na atenção à saúde e aos direitos das mulheres e a qualificação dos serviços voltados à saúde reprodutiva, entre outras ações que subsidiaram a certificação.
Texto – Divulgação / Semsa
Fotos – Márcio Gleyson / Semsa
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