segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Amazonas

Festival TRANSamazônicaS apresenta Antígona Travesti com artistas amazônidas no Teatro Gebes Medeiros

Festival TRANSamazônicaS apresenta Antígona Travesti com artistas amazônidas no Teatro Gebes Medeiros
Festival TRANSamazônicaS apresenta Antígona Travesti com artistas amazônidas no Teatro Gebes Medeiros

Apresentação inédita de “Antígona Travesti” integra programação do TRANSamazônicaS com espetáculos e ações formativas entre 30/04 e 03/05.

O TRANSamazônicaS – Festival de Teatro Trans da Amazônia – reúne, de quinta-feira a domingo (30/04 a 03/05), espetáculos e atividades formativas para o protagonismo de artistas trans e travestis em diferentes espaços de Manaus. A entrada é gratuita e há acessibilidade em Libras.

Destaque da programação

Entre os destaques está o espetáculo Antígona Travesti, com texto e direção de Renata Carvalho, que será apresentado nos dias 2 e 3 de maio, às 19h, no Teatro Gebes Medeiros, Centro de Manaus. A montagem traz uma releitura contemporânea da tragédia de Sófocles transportada para uma megalópole contemporânea e marca a primeira versão da obra construída com travestis e mulheres trans amazônidas, originada por uma residência artística que reuniu 17 artistas.

No dia 30 de abril, às 19h, o Teatro Gebes Medeiros recebe “Deusa Profana”, solo de Randy Souza, que aborda vivências trans a partir de experiências de resistência e sobrevivência.

No dia 1º de maio, às 19h, na Cufa Amazonas, na avenida Joaquim Nabuco, 2274, Centro, será apresentado “As Aventuras da Madama Mimi”, com atuação de Nicka e direção de Francy Junior. O espetáculo combina humor e crítica social em uma narrativa voltada a diferentes públicos.

Produção, financiamento e objetivo

O festival é realizado pela Kuma Espaço de Criação e integra o projeto TRANSamazônicaS, contemplado pelo Edital Cultura Trans 2024, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, via Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas. A curadoria aposta na diversidade de experiências da cena trans na região e na circulação das obras.

Para a produtora e idealizadora do festival, Mariellen Kuma, a curadoria aposta na diversidade de experiências da cena trans. “Pensamos uma programação que evidencia a diversidade de narrativas e de corpos trans na Amazônia. O festival também se coloca como uma vitrine para que esses trabalhos possam circular e alcançar outros espaços”, afirmou.

Atividades formativas e representatividade

Além das apresentações, o projeto desenvolveu atividades formativas, como a aula aberta “Encontro Transpofágico”, conduzida por Renata Carvalho, que aborda representatividade e práticas nas artes da cena. A programação articula formação, criação e difusão com o objetivo de ampliar o acesso do público a produções contemporâneas e fortalecer a arte trans na região.

Com entrada gratuita, sessões acessíveis em Libras e distribuição entre espaços públicos e comunitários, o TRANSamazônicaS pretende ampliar a visibilidade e a circulação dos trabalhos de artistas trans e travestis na Amazônia.

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