As atividades foram realizadas na Policlínica Codajás, referência no acompanhamento e tratamento de autistas
Foto: Arthur Castro/Secom
Mais de 360 crianças com autismo já receberam atendimento até março de 2025 no Centro Especializado em Reabilitação III (CER) da Policlínica Codajás. Referência no estado no acompanhamento e tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a unidade realizou, na sexta-feira (04/04) uma atividade em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no último dia 2 de abril.
A programação envolveu ações recreativas desenvolvidas pela equipe multidisciplinar da unidade, como pinturas, brincadeiras, entrega de brindes e palestras para os pais.
De acordo com a secretária da SES-AM, Nayara Maksoud, a ação voltada a pacientes e familiares reforça o compromisso do Governo do Amazonas e da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) com a causa do autismo.
Foto: Arthur Castro/Secom
Segundo o médico e diretor da policlínica, Thiago Martins, que ministrou uma das palestras, o desconhecimento sobre TEA ainda é um dos maiores desafios para o diagnóstico e tratamento. “Apresentamos um quadro informativo, tirando as dúvidas, falamos sobre os cuidados em casa e alguns fatores que podem acontecer, sintomas que podem ser observados. E convidamos os pais a participarem com a gente”.
O CER III, conforme explica o diretor, faz um trabalho de esclarecimento que precisa continuar em casa. “Quando a criança retorna para o tratamento, a gente percebe a diferença. Vemos a evolução do trabalho naturalmente quando há continuidade entre o que é feito na policlínica e continuado em casa”, pontua o diretor.
Elzilene de Oliveira, mãe da pequena Aura Valentina, de 6 anos, diagnosticada com nível 2 de autismo, já faz atendimento com a filha desde os 4 anos e evidencia como a data é importante para conscientização das pessoas que precisam ter respeito com a criança que precisa do suporte no colégio, no hospital, no ambiente. “Hoje ela já tem seis anos e eu pude ver o desenvolvimento dela, não só com ela, mas comigo também. Aprendi muitas coisas aqui, como lidar com ela, com as situações do dia a dia. Então, assim, eu sou grata por este local no qual ela faz o atendimento”.
Foto: Arthur Castro/Secom
A fisioterapeuta e uma das coordenadoras do CER, Karina Crubellati, explica que o centro atende crianças com autismo, mas também outras condições. O CER III é exclusivo para o modo intelectual de acompanhamento, que inclui atendimento individual e em grupo, com participação de educadores físicos e acompanhamento das famílias para promover a interação social.
“Trabalhar com essas crianças é maravilhoso. Temos vários relatos emocionantes. Uma criança, por exemplo, chegou aqui sem interagir, não falava, e após quase dois anos de trabalho, hoje ela já se comunica, sorri, anda, desce escadas, olha nos olhos. É emocionante ver esse progresso. O tratamento é a longo prazo, e quanto mais cedo começar, melhor”, comemora Karina.
Sobre os Atendimentos
Para o início do tratamento e o diagnóstico no Sistema Único de Saúde (SUS), é necessário que o usuário possua um encaminhamento de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou da rede estadual de saúde para ser direcionado, via Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), ao Centro Especializado de Reabilitação, na policlínica.
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