sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Legislativo Estadual

Comandante Dan aponta situação de Tonantins como mais uma evidência da desordem na segurança pública

d4743f0d-1274-497e-9c28-27d66948d318-scaled2-1024×576-1

“A situação da delegacia de Tonantins é mais uma evidência da desordem estabelecida na segurança pública do Amazonas. Uma unidade que deveria oferecer condições para investigar crimes e atender a população mantém presos acima de sua capacidade, apresenta problemas estruturais e funciona com um contingente que precisa ser reforçado”, afirma o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos).
A manifestação se refere aos resultados de uma inspeção divulgados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) na terça-feira (13). A fiscalização encontrou 15 pessoas custodiadas em uma delegacia com capacidade para dez, uma ocupação de 150%. Do total, 14 eram presos provisórios e um já estava condenado.
A vistoria também identificou problemas nas instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, além de câmeras sem funcionamento. O efetivo da Polícia Civil é composto por um delegado, três investigadores e um escrivão. O MPAM informou que buscará informações junto à Delegacia Geral sobre a possibilidade de reforço da equipe.
Para Comandante Dan, o quadro reforça uma cobrança recorrente de sua atuação parlamentar: a estruturação das delegacias e dos quartéis no interior, acompanhada de investimentos em equipamentos, transporte e ampliação dos contingentes. O deputado defende que a distribuição dos profissionais considere as distâncias, as dificuldades de acesso e as necessidades de cada município.
“Tenho insistido que o interior precisa de delegacias e quartéis estruturados, com policiais em número suficiente e condições dignas de trabalho. Não basta ter um prédio ou anunciar uma entrega. É preciso garantir efetivo, equipamentos, viaturas, embarcações e recursos para que a segurança pública funcione todos os dias”, ressalta.
O parlamentar também cobra uma resposta para o uso de delegacias como unidades de custódia. Em sua avaliação, a permanência de presos em instalações inadequadas amplia os riscos para servidores e detentos e impõe tarefas adicionais às equipes responsáveis pela investigação e pelo atendimento à população.
“Quando uma delegacia se transforma em presídio improvisado, a população também perde. Uma equipe já reduzida passa a lidar com demandas de custódia que comprometem sua capacidade de investigar. O Governo precisa apresentar um plano para enfrentar essa realidade, com responsabilidades, orçamento e prazos”, declara.
O MPAM recomendou a avaliação individual da situação processual dos custodiados, a verificação da regularidade das prisões e a análise de possíveis transferências para estabelecimentos adequados. Também indicou reformas e providências para melhorar as condições sanitárias e de segurança.
Comandante Dan defende que o diagnóstico de Tonantins seja acompanhado de um levantamento das demais unidades do interior, reunindo informações sobre lotação, efetivo e infraestrutura. “Precisamos saber quantas delegacias vivem essa mesma situação e quais providências serão tomadas. A segurança de quem mora no interior e de quem trabalha nessas unidades exige uma resposta concreta”, afirma.