sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Legislativo Estadual

Comandante Dan defende territorialização e integração para reorganizar a segurança pública do Amazonas

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O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) defendeu, na quarta-feira (14/10), a territorialização e a integração como fundamentos para reorganizar a segurança pública do Amazonas. Ex-comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, entre 2008 e 2011, o parlamentar cobrou uma revisão dos parâmetros que orientam o planejamento e a avaliação dos resultados do setor.
Para o deputado, a redução de determinadas ocorrências, isoladamente, não permite concluir que a população esteja mais segura. Ele alertou para a possibilidade de esses indicadores refletirem a consolidação do domínio de uma facção criminosa, com imposição de regras e controle sobre comunidades e atividades econômicas.
“Vivemos a falsa ilusão de que a redução de certas ocorrências indica uma melhora da segurança pública, quando essa redução pode refletir a hegemonia de uma facção criminosa em todo o território estadual, implantando um sistema de governança criminal. Contudo, os crimes ambientais que estamos presenciando denunciam que é preciso a adoção de novos parâmetros”, declarou.
A territorialização defendida pelo parlamentar pressupõe organizar a atuação do Estado conforme as características de quatro eixos: fronteiras internacionais, divisas com outros estados, Região Metropolitana de Manaus e interior por calhas de rios. A proposta considera as distâncias, as condições de acesso, as rotas utilizadas pelo crime e a capacidade de resposta das instituições em cada região.
Essa perspectiva retoma uma diretriz recorrente na atuação de Comandante Dan: enfrentar o crime da fronteira para dentro. O planejamento inclui presença permanente em pontos estratégicos, bases fluviais nas calhas dos rios, patrulhamento adaptado à realidade amazônica e fortalecimento das delegacias e dos quartéis do interior, com contingentes, embarcações, equipamentos e comunicação adequados.
A integração, por sua vez, envolve compartilhamento de informações e inteligência, planejamento conjunto e protocolos de atuação entre as forças estaduais, os órgãos federais, os municípios e as instituições responsáveis pela fiscalização ambiental. Nas fronteiras e divisas, essa articulação também deve alcançar os estados vizinhos e as autoridades competentes dos países limítrofes.
Ao relacionar os crimes ambientais ao debate sobre segurança pública, o deputado defende que a avaliação dos resultados considere também o controle territorial, a proteção das comunidades, o enfrentamento das economias ilegais e a presença efetiva do poder público. A proposta busca orientar uma política permanente, com responsabilidades e metas por território, capaz de acompanhar as diferentes formas de atuação da criminalidade no Amazonas.