Essencial para a logística do Estado, a BR-319 foi tema central dos debates desta quinta-feira (28/8), durante a Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Os parlamentares voltaram a cobrar a recuperação da rodovia, que liga Manaus a Porto Velho (RO), e repercutiram a decisão do Tribunal de Contas da UNIÃO (TCU), que reconheceu a importância estratégica da estrada e rejeitou proposta que tentava anular a licença prévia emitida em 2022.
“Acho que é um passo que nos aproxima das obras de recuperação dessa estrada essencial para o povo do Amazonas”, afirmou o deputado Adjuto Afonso (UB).
Ele destacou que, na decisão, os ministros mantiveram a licença prévia ao entender que a população da Amazônia é seriamente prejudicada com a não pavimentação da rodovia.
A licença foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) ao Departamento Nacional de infraestrutura de Transportes (DNIT), no âmbito do processo de licenciamento ambiental para pavimentação do chamado trecho do meio.
Durante a discussão, o presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (UB), reforçou o compromisso do Parlamento Estadual com o desenvolvimento socioeconômico do Amazonas.
Segundo ele, a recuperação da BR-319 representa mais do que o fim do isolamento logístico do Estado: é fator de integração regional, redução dos custos de transporte, melhoria do acesso a serviços de saúde e educação e prevenção de desabastecimento.
“A BR-319 é uma luta de todos os mais de 4 milhões de amazonenses, porque a recuperação dela representa nosso direito de sair do isolamento e poder se deslocar, por via terrestre, para o resto do país”, afirmou Cidade.
Os deputados Wilker Barreto (Mobiliza), Delegado Péricles (PL), Comandante Dan (Podemos) e Rozenha (PMB) também manifestaram apoio à decisão do TCU e reforçaram a cobrança pelo início efetivo das obras, sobretudo no trecho do meio.
“Não queremos desmatar a floresta, não queremos criar gado ou plantações agrícolas, como muitos falam. O que queremos é que a estrada tire o Amazonas do isolamento, permitindo que a produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) e do interior seja escoada com mais facilidade”, destacou Rozenha.