Três operações de fiscalização e combate a incêndios estão em andamento no Amazonas durante o período de estiagem, segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado. As ações incluem monitoramento por drones, uso de viaturas equipadas com internet via Starlink e atuação de equipes em diferentes municípios.
A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 cidades. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo e pode aplicar multas e embargos em casos de infração, conforme as informações divulgadas pelo governo estadual.
Focos e equipes mobilizadas
Entre 1º de junho e 29 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.921 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No mesmo período, as equipes atuaram no combate a 24.390 focos de incêndio no estado. Desse total, 4.748 foram registrados na capital e 19.642 no interior.
A operação reúne cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, e conta com 18 aeronaves: 16 do Governo Federal e duas do Governo do Amazonas. A frota informada é composta por oito aeronaves Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros. O Estado também informou a contratação de mais 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé.
Entre as medidas adotadas estão a entrega de viaturas, incluindo picapes com kits de combate a incêndios, e de equipamentos multimissão. O monitoramento de focos de calor por imagens de satélite é realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas para orientar fiscalizações e identificar possíveis infrações.
Estiagem e qualidade do ar
O boletim da Defesa Civil informa que 146.425 famílias foram atingidas pela estiagem. Quarenta e sete municípios estão em situação de emergência e outros 15 permanecem em alerta. Na avaliação da qualidade do ar feita na manhã de sexta-feira (30/10), Parintins teve classificação “péssima”. Barreirinha, Iranduba, Itapiranga, Maués e São Sebastião do Uatumã ficaram na categoria “muito ruim”. Manaus foi classificada como “ruim”.
Como medida preventiva, decretos estaduais proibiram o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, ressalvadas as exceções previstas em lei. Também foram declaradas situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom





