O Amazonas mantém uma operação de prevenção e combate às queimadas e aos efeitos da estiagem com cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, além de 18 aeronaves. As informações constam no boletim divulgado nesta terça-feira (3/11) pelo Governo do Amazonas, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.
Do total de aeronaves empregadas na operação, 16 são do Governo Federal e duas pertencem ao Governo Estadual. A estrutura inclui oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros. As ações são realizadas em articulação com o Governo Federal.
Fiscalização e combate ao fogo
Entre as medidas informadas pelo governo estão a contratação de mais 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé, o monitoramento de focos e o combate aos incêndios. Também foram entregues viaturas, incluindo picapes equipadas com kits para atuação contra o fogo, além de equipamentos multimissão.
Na fiscalização ambiental, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios. Já a operação Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 municípios. A Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. Conforme a divulgação, a iniciativa pode aplicar multas e embargos em casos de infração.
Situação da estiagem
De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 129.786 famílias foram afetadas pela estiagem. O boletim aponta 47 municípios em situação de emergência e outros 15 em alerta.
A primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. Até o momento, foram contabilizadas 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.
Em 27 de outubro, Anamã e Rio Preto da Eva receberam, juntos, mais de 13 toneladas de alimentos, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água de 500 litros. Segundo o Governo do Amazonas, a continuidade das entregas dependerá do monitoramento das condições hidrológicas e das demandas apresentadas pelos municípios.
Qualidade do ar
O Centro de Monitoramento e Alertas (CEMOA), da Defesa Civil, emitiu avisos devido aos reflexos de incêndios florestais em áreas não protegidas. Os alertas têm validade até a manhã desta quarta-feira (4/11).
Na média de 24 horas da rede PurpleAir, Barreirinha e Parintins registraram a classificação “péssima” para a qualidade do ar, considerando a concentração de partículas MP2,5. A condição foi considerada “muito ruim” em Boca do Acre, Iranduba, Itapiranga, Maués, São Sebastião do Uatumã e Silves.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom








