O Amazonas adotou medidas com validade de até 180 dias para responder aos efeitos da estiagem e dos incêndios florestais. Um decreto proibiu o uso do fogo por 120 dias em todo o estado, com as exceções previstas em lei, enquanto outro declarou situação de emergência por 180 dias nas áreas afetadas por incêndios e em todo o território estadual devido à estiagem.
As informações foram divulgadas pelo Governo do Amazonas por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. Segundo a Defesa Civil, 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem. Ao todo, 47 municípios estão em situação de emergência e 15 permanecem em alerta.
Combate a incêndios
Entre 1º de junho e 30 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.927 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No período, foram combatidos 24.414 focos em todo o estado: 4.748 na capital e 19.666 no interior.
As ações são realizadas em articulação com o Governo Federal e envolvem cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas. A operação conta com 18 aeronaves, sendo 16 federais e duas estaduais. O balanço também registra a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, além da entrega de viaturas e equipamentos multimissão.
Na fiscalização ambiental, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde desenvolve ações em 33 cidades. Já a Operação Alerta Fogo utiliza drones e viaturas com internet via Starlink para fiscalizar o uso ilegal do fogo. Segundo o Governo do Amazonas, infrações podem resultar em multas e embargos.
Distribuição de água e alimentos
Em 27 de outubro, Anamã e Rio Preto da Eva receberam mais de 13 toneladas de alimentos. Para os dois municípios, foram destinados 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água com capacidade para 500 litros.
Com essas entregas, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. O total informado pelo governo inclui 4.800 cestas básicas, aproximadamente 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. A continuidade das ações depende do monitoramento das condições hidrológicas e das demandas municipais.
Qualidade do ar
Na manhã de sábado (31/10), Parintins apresentou a classificação “péssima” de qualidade do ar. Outros sete municípios registraram condições “muito ruins” e cinco foram classificados como “ruins”, incluindo Manaus. As demais cidades listadas no boletim apresentaram qualidade moderada.
O Estado informou ainda que atividades de educação ambiental alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026. O monitoramento de focos de calor por imagens de satélite é realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom





